Receber o subsídio de desemprego no estrangeiro? Sim, é possível.

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Muitas pessoas desconhecem a possibilidade de emigrar e levar o subsídio de desemprego, mas é possível. No entanto, existem alguns critérios que têm de ser cumpridos para se ter acesso a este direito.

Antes de mais, esta possibilidade é válida apenas para as pessoas desempregadas que decidam ir procurar trabalho para um país da União Europeia ou então para um dos seguintes países: Noruega, Islândia, Suíça ou no Liechtenstein.

 

Como tudo se processa

Antes da partida, deve estar inscrito durante pelo menos quatro semanas no centro de emprego. Deve ainda informar o centro de emprego de que vai ausentar-se do país para procurar trabalho. Deverá, ainda, requer junto dos serviços da Segurança Social o documento portátil U2. É este documento que permitirá obter a autorização para transferir as prestações de desemprego para outro país.

Quando chegar ao país de destino, deverá apresentar, no prazo de sete dias, o documento portátil U2 e inscrever-se como candidato a emprego nos serviços de emprego desse país. Só depois de ter feito a inscrição é que as prestações do subsídio de desemprego começarão a ser pagas. O montante a receber será igual às prestações do subsídio de desemprego que receberia em Portugal. Segundo as informações que estão disponíveis no site europa.eu, as prestações sociais são depositadas na conta bancária no país onde o cidadão ficou desempregado. Sendo que a partir dessa data, as pessoas passam a estar sujeitas aos mecanismos de controlo organizados pelos serviços de emprego do novo país.

Uma nota importante: apenas poderá receber o subsídio de desemprego por um período de três meses a contar da data em que deixou de estar à disposição do serviço de emprego da sua área de residência em Portugal, podendo ir no entanto, até aos seis meses no máximo.

 

Saiba Mais

europa.eu

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Mara Alves
É a fundadora do Coração Luso. Licenciada em Jornalismo e Comunicação, pós-graduada em Jornalismo e mestranda em Jornalismo, Comunicação e Cultura. Foi na Rádio que começou, chegando a colaborar com a Rádio Renascença. Na televisão passou pela RTP2, TVI e, mais recentemente, RTP Internacional. É apaixonada por histórias, gosto que herdou do seu avô. É emigrante no Reino Unido.

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